As discussões acerca da inclusão escolar estão em alta no momento, principalmente, diante dos desafios encontrados no cotidiano das escolas. Apesar disso, não se nota um olhar mais atento para o desenvolvimento real e integral das crianças com deficiência, sobretudo, para aquelas que estão em situação de acolhimento institucional. Após a aplicação da medida protetiva que afasta a criança de sua família, essas instituições passam a ser responsáveis pelo desenvolvimento das crianças com deficiência, bem como por introduzi-las na vida social, de forma equitativa. Sendo assim, esses ambientes podem contribuir para o desenvolvimento cultural dessas crianças, a depender da atitude pedagógica empregada. Este estudo trata de uma revisão de literatura que visa apurar as práticas educativas que são adotadas nas instituições de acolhimento com relação a crianças com deficiência. Foram investigadas as bases Scielo e Portal da CAPES, sendo localizados 42 títulos, publicados no período de 2014 a 2024, que após os critérios de exclusão, constatou-se um baixo número de trabalhos que abordam a temática. Os resultados indicam que as instituições de acolhimento apresentam condições precárias para possibilitar que estas crianças desenvolvam suas capacidades de forma integral, seja por escassez de recursos físicos, seja pela baixa qualificação dos seus profissionais. Além disso, está presente nesses ambientes uma concepção errônea acerca da deficiência, que considera que a criança não é capaz de aprender e, por isso, não precisa receber estímulos, para além do cuidado. Assim, propõe-se a adoção de práticas educativas que estejam relacionadas aos princípios da educação social, calcada na abordagem histórico-cultural de Vigotski, que poderá oferecer instrumentos mediadores para compensar, de forma equitativa, a posição diferente na qual as crianças com deficiência se encontram na sociedade.