O presente projeto teve como intencionalidade articular o conceito de gênero de forma transversal no currículo de uma escola estadual da Paraíba. Inicialmente foi necessário difundir de forma clara o conceito de gênero, não como vem sendo difundido erroneamente como marcador de sexo em nossa sociedade, mas como construção identitária, de sujeitos que se reconhecem subjetivamente como masculino, feminino, e para além, aqueles que estão em construção ou modulação. Buscamos o suporte metodológico em Heleiet Saffiotti, que aborda a violência de gênero como uma manifestação das relações de poder desiguais entre homens e mulheres, enraizada em uma estrutura social patriarcal. Realizamos oficinas pedagógicas de leitura e compreensão de texto através de uma sequência didática com textos do gênero literário e não literário que abordam a violência de gênero, trazem à tona as questões referentes a causa dessa violência, como a estrutura social foi criada e pensada para que as classes dominantes pudessem se perpetuar no poder. De forma interdisciplinar as atividades desenvolvidas ao longo das oficinas permitiram que fosse promovida uma conscientização por parte do corpo discente e docente, nossas discussões resultaram em ações concretas de combate à violência de gênero dentro e fora do espaço escolar, uma vez que as mídias sociais foram utilizadas para divulgar campanhas de combate e enfrentamento a violência de gênero, o espaço de acolhimento e escuta dentro do espaço escolar foi ampliado através da construção de um currículo que levou em consideração a transversalização do conhecimento na construção de uma sociedade mais justa e equânime, amparada nos interesses e necessidades dos alunos. Além do mais esses preceitos perpassam pela inclusão de toda pluralidade cultural presente na escola em um currículo flexível que respeita a diversidade e discute caminhos para o combate à toda e qualquer forma de discriminação. Palavras-chave: Gênero; transversalização; currículo;