Artigo Anais do II Congresso Norte-Nordeste PIBID

ANAIS de Evento

ISBN: 978-65-5222-003-5

DA MELANINA DAS PANTERAS AO RECONHECIMENTO DE SI: PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO RACIAL NO PIBID/PEDAGOGIA NO COLÉGIO DE APLICAÇÃO - UFAC

Palavra-chaves: IDENTIDADE, DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL, LITERATURA INFANTIL, , , , Comunicação Oral Presencial 09 - Educação, Relações Étnico-Raciais e Povos Originários
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Publicado em 22 de junho de 2026

Resumo

Este trabalho apresenta um relato de experiência sobre identidade racial e acolhimento, utilizando a literatura infantil como base estratégica para a educação antirracista no Ensino Fundamental I. O objetivo principal é promover a consciência racial e o sentimento de pertencimento entre estudantes do 2º ano, fundamentando-se na obra "Cada um Com Seu Jeito, Cada Jeito é de Um!", de Lucimar Rosa Dias (2012). A metodologia baseou-se em atividades de regência desenvolvidas no âmbito do PIBID, vinculadas ao Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Acre. Realizamos a leitura mediada do livro paradidático por meio de vídeo e orientamos a produção de ilustrações autorais que descreviam detalhadamente o nome, a cor e as características de personalidade de cada aluno. Aplicamos a dinâmica de grupo para discutir as produções individuais, buscando conectar as histórias pessoais à narrativa literária apresentada em sala de aula. Durante a aplicação, observamos diferentes percepções das crianças acerca de suas ancestralidades e características físicas, o que gerou diálogos profundos sobre a diversidade étnico-racial brasileira. Analisamos que a utilização do desenho como recurso expressivo facilitou a exteriorização de subjetividades e fortaleceu os vínculos socioemocionais no ambiente escolar de forma lúdica. Encontramos uma resposta altamente positiva quanto à representatividade, permitindo que as crianças se reconhecessem positivamente em suas identidades e nas dos colegas. Os resultados demonstraram que a mediação docente através da literatura infantil é um instrumento essencial para o desenvolvimento de práticas pedagógicas críticas e inclusivas. Tais vivências sugerem que o acolhimento das diferenças na alfabetização inicial consolida as bases para uma postura empática e o efetivo combate ao preconceito.

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