Artigo Anais do II Congresso Norte-Nordeste PIBID

ANAIS de Evento

ISBN: 978-65-5222-003-5

AVALIAÇÃO FORMATIVA E GÊNEROS TEXTUAIS NA EJA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PIBID

Palavra-chaves: AVALIAÇÃO FORMATIVA, EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, GÊNEROS TEXTUAIS, , , , Comunicação Oral Presencial 05 - Educação, diversidade e Inclusão social
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Publicado em 22 de junho de 2026

Resumo

Este relato de experiência tem como objetivo apresentar as vivências formativas desenvolvidas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), através do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) na Escola Municipal de Ensino Fundamental Governador Darcy Ribeiro, localizada em Porto Velho, Rondônia, região Amazônica. Entende-se que a avaliação na EJA exige abordagens que superem os instrumentos somativos tradicionais, frequentemente descontextualizados e desmotivadores para o aluno-trabalhador. Em contraponto à avaliação como mera aferição de resultados, a avaliação formativa surge como alternativa essencial, focando no processo de aprendizagem e permitindo ajustes de rota em tempo real. Este trabalho tem como objetivo relatar uma experiência pedagógica centrada na aplicação da avaliação formativa durante o estudo de gêneros textuais em Língua Portuguesa, especificamente o gênero receita culinária. O procedimento metodológico consistiu em uma intervenção didática realizada em uma turma de 2ª Série da EJA. Após a análise estrutural teórica do gênero textual receita, a turma foi desafiada a executar coletivamente o referido texto, transformando a sala de aula em uma oficina prática de culinária. Durante a execução da atividade, foi possível aplicar a avaliação formativa ao observar a compreensão dos discentes sobre a estrutura textual (ingredientes, modo de preparo), a função dos verbos no imperativo e a importância da sequência lógica das instruções. Com a realização dessa atividade, os estudantes demonstraram uma compreensão funcional do gênero, que dificilmente uma avaliação tradicional detectaria, notando-se um engajamento significativo dos estudantes, que tiveram seus conhecimentos teóricos validados através de uma ação concreta e de relevância social. Durante a prática, o docente pôde diagnosticar imediatamente as dificuldades de interpretação e intervir, reexplicando o vocabulário ou a ordem dos processos, caracterizando a avaliação como parte integrante e indissociável do ato de aprender. Esta experiência sugere que a avaliação formativa na EJA, quando mediada por práticas que dialogam com o cotidiano, revela com mais veracidade as competências adquiridas. Sendo importante ressaltar que a prática avaliativa se pautou nos referenciais de autores como Luckesi (2013), Kohls e Guimarães (2017) que defendem o ato de avaliar como uma experiência acolhedora e de promoção de aprendizagem, corroborando com os resultados que apontam que a desmistificação da avaliação, tratando-a como um processo colaborativo, diagnóstico e prático, é fundamental para a construção do conhecimento e a motivação para a permanência do aluno na escola.

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