Artigo Anais do II Congresso Norte-Nordeste PIBID

ANAIS de Evento

ISBN: 978-65-5222-003-5

A LITERATURA INDÍGENA NO PIBID CAP-UFAC: A POESIA DE MÁRCIA KAMBEBA COMO TERRITÓRIO DE TRAVESSIA DO LEITOR LITERÁRIO

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Publicado em 22 de junho de 2026

Resumo

A comunicação discute o ensino de literatura indígena no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Acre (CAp-Ufac). Seu objetivo é apresentar um relato de experiência da leitura literária dos poemas Índio eu não sou, de Márcia Kambeba. O percurso metodológico consistiu na leitura individual, coletiva e compartilhada do poema, na roda de conversa sobre alteridade, identidade, tradição e memória e práticas de reescrita dos poemas como territórios de resistência. Serão articuladas as reflexões de Graça Graúna (2013), Ailton Krenak (2022), Kaká Werá ((2024) e Luiz Rufino (2021). Os resultados da prática de ensino de literatura indígena apontam como as cenas, marcas e marcos literários ressignificados pela autoria de mulheres indígenas contribuíram para que tanto os(as) alunos(as) reconhecessem a função da literatura indígena na reconfiguração do sistema literário. As conclusões do trabalho sinalizam para o fortalecimento do ensino de literatura indígena na educação básica como esse lugar de confluências da literatura que circula na escola-universidade, encruzilhadas onde o giro da voz ancestral desenha outras zonas de travessia para a formação do leitor literário desde-além PIBID de Língua Portuguesa do CAp-Ufac.

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